Comprar ou vender?

O potencial da parceria entre Magazine Luiza (MGLU3) e Amazon (AMZN), segundo o JPMorgan

08 jun 2026, 14:24 - atualizado em 08 jun 2026, 14:26
mglu3 amnz
(iStock/Leonidas Santana/ Toby Melville/Reuters/ Montagem)

O anúncio de uma parceria entre o Magazine Luiza (MGLU3) e a Amazon (AMZN) foi recebido de forma positiva pelo JPMorgan, que vê potencial para ampliar o alcance comercial da varejista e acelerar o crescimento de sua operação logística.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelo acordo, a varejista brasileira passará a disponibilizar seus produtos vendidos no modelo 1P — incluindo televisores, eletrodomésticos e itens das marcas KaBuM!, Época Cosméticos e Netshoes — na plataforma da Amazon no Brasil. As entregas ficarão a cargo da Magalog, braço logístico da companhia.

Segundo os analistas do banco, a parceria faz parte de um novo ciclo estratégico da empresa, focado na expansão das vendas por meio de diferentes marketplaces, no fortalecimento do negócio de logística e na conquista de novos consumidores, sem abrir mão da rentabilidade.

Crescimento da Magalog e novos clientes

Na avaliação do JPMorgan, o acordo deve permitir que a Magazine Luiza alcance uma base de clientes que atualmente não frequenta seu ecossistema. A companhia estima que cerca de 75% das vendas realizadas por meio da Amazon serão destinadas a consumidores que não costumam utilizar suas plataformas.

O banco também destaca que a iniciativa pode trazer benefícios para a Magalog. Em uma segunda etapa da parceria, a expectativa é que a operação logística do Magazine Luiza passe a atender também outros produtos comercializados pela Amazon, ampliando as oportunidades de crescimento da divisão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, os analistas acreditam que o acordo pode gerar um impulso de curto prazo para os resultados da companhia, especialmente diante da proximidade da Copa do Mundo de futebol, tradicionalmente um período de maior demanda por eletrônicos.

Acordo é maior que anteriores

O JPMorgan lembra que o Magazine Luiza já havia firmado uma parceria semelhante com a AliExpress em junho de 2024, mas afirma que o impacto nos resultados foi limitado. Desta vez, porém, o banco considera que o tamanho da Amazon é significativamente maior, o que pode contribuir para fortalecer as vendas online da varejista.

Os analistas observam ainda que a Casas Bahia, uma das principais concorrentes do Magazine Luiza no segmento de bens duráveis, já mantém uma parceria com a Amazon desde março deste ano.

Apesar da avaliação positiva sobre a operação, o banco mantém recomendação underweight para as ações da Magazine Luiza (MGLU3), que negocia a cerca de 17 vezes o lucro estimado para 2026 e 6 vezes o projetado para 2027, em meio a um crescimento online considerado fraco nos últimos trimestres e um ambiente altamente competitivo do varejo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações do Magalu recuavam 0,5% nesta segunda-feira, em linha como o Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar