Destaques da Bolsa

Braskem (BRKM5) lidera os ganhos do Ibovespa e CSAN3 é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

16 maio 2026, 10:02 - atualizado em 15 maio 2026, 18:50
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) engatou uma quinta semana consecutiva de perdas com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e risco político no cenário doméstico.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 3,71% na semana e encerrou a última sessão aos 177.283,83 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,0678, com alta de 1,63%.. No acumulado da semana, a divisa teve valorização de 3,55% ante o real.

Por aqui, o ruído político concentrou as atenções dos investidores, em meio à reta final da temporada de balanços.

Na última quarta-feira (13), o mercado repercutiu o vazamento de um áudio do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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Segundo a reportagem do Intercept Brasil, a troca de mensagens entre o pré-candidato à Presidência e Vorcaro indicam a existência de uma negociação em que o dono do Master se comprometeu a repassar um total de US$ 24 milhões – equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época – para financiar o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado.

Para analistas, a possível ligação de Flávio com Vorcaro coloca em xeque a candidatura do senador à Presidência nas eleições de outubro – apontando como principal candidato da direita e ‘preferido’ do mercado financeiro.

Em entrevista à CNN Brasil na sexta-feira (15), Flávio disse que as conversas com o ex-banqueiro, preso pela Polícia Federal por suspeitas de fraude financeira, não vão impactar sua pré-candidatura à Presidência.

A expectativa agora é acompanhar as próximas pesquisas de intenção de voto para mensurar os impactos na opinião pública e a possibilidade de uma candidatura oficial de Flávio à disputa pelo Palácio do Planalto em outubro.

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A incerteza eleitoral ofuscou o anúncio da medida do governo de subvenção à gasolina na tentativa de conter os preços de combustíveis em meio a escalada dos preços do petróleo com a guerra no Oriente Médio.

Incerteza geopolítica e juros nos EUA

As tensões geopolíticas continuaram no radar com a viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à China.

O mercado esperava avanços concretos nas negociações de paz no Oriente Médio com apoio de Pequim, importante aliado e maior comprador de petróleo do Irã – o que não aconteceu.

Com a manutenção do impasse para um cessar-fogo entre Washington e Teerã, os preços do petróleo continuaram com o barril do Brent próximo a US$ 110 – reforçando o temor de impactos inflacionários decorrentes dos preços de energia nas principais economias do mundo e aumenta a expectativa de juros elevados por mais tempo.

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Nos Estados Unidos, por exemplo, os traders já veem chance de elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em janeiro de 2027, após dados de inflação ao consumidor e ao produtor mais altos do que o esperado para abril e nos maiores níveis desde 2023 e 2022, respectivamente.

Além disso, Jerome Powell deixou o comando do Fed nesta sexta-feira, cargo que ocupou nos últimos oito anos. Agora, Kevin Warsh, ex-diretor da instituição e visto como um nome próximo de Trump, deve assumir a presidência do BC mais importante do mundo. Ainda assim, Powell deve permanecer no Fed até 2028 como membro do conselho.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5) em reação ao balanço do primeiro trimestre deste ano (1T26).

A petroquímica registrou um lucro líquido de R$ 1,446 bilhão no 1T26, alta de 107% em relação ao mesmo período de 2025.

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O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da companhia alcançou R$ 1,0 bilhão no primeiro trimestre, queda de 24% frente ao ano anterior, enquanto a receita líquida caiu 20%, somando R$ 15,488 bilhões.

Segundo a empresa, apesar de o conflito no Oriente Médio ter elevado significativamente a volatilidade nos mercados internacionais a partir de março, principalmente os preços de energia, interrompendo parcialmente a trajetória de queda da inflação, o resultado trimestral “não foi impactado materialmente”.

Na avaliação do BTG Pactual, a Braskem reportou resultados melhores no período, com destaque para o Ebitda.

“Embora os resultados devam melhorar de forma relevante no 2T26, diante da forte recuperação dos spreads — potencialmente elevando EBITDA em cerca de 2 a 3x no trimestre a trimestre — seguimos preocupados com a situação de liquidez da companhia”, escreveram os analistas.

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Entre os dias 11 e 15 de abril, apenas 9 ações fecharam em alta no Ibovespa:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5Braskem PN35,82%
PRIO3PRIO ON8,74%
BEEF3Minerva ON7,32%
BRAV3Brava Energia ON6,56%
HAPV3Hapvida ON5,42%
VALE3Vale ON2,47%
USIM5Usiminas PNA1,45%
MBRF3MBRF ON0,93%
PETR3Petrobras ON0,68%
Fonte: B3

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada Cosan (CSAN3), também em reação ao balanço do 1T26.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no 1T26, uma melhora de 11% em relação às perdas de R$ 1,79 bilhão registradas no mesmo período do ano passado.

A receita líquida caiu 7% na comparação anual, para R$ 9,03 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado avançou 60%, para R$ 3,34 bilhões.

Os analistas do Banco Safra avaliaram que o fim do período ruim da Cosan está próximo uma vez que o índice de cobertura de juros e o de serviço da dívida tendem a melhorar nos próximos trimestres, acompanhando a redução dos pagamentos de juros decorrente da diminuição do endividamento.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CSAN3Cosan ON-14,20%
RENT3Localiza ON-13,83%
YDUQ3Yduqs ON-12,77%
RAIL3Rumo ON-11,58%
TOTS3Totvs ON-11,56%
CEAB3C&A Modas ON-10,14%
COGN3Cogna ON-9,93%
VAMO3Vamos ON-9,31%
RDOR3Rede D’Or ON-9,06%
CPFE3CPFL Energia ON-9,03%
Fonte: B3

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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