Taxa de hashes da rede Bitcoin cai quase 50% após desligamento de máquinas na China

23/06/2021 - 11:08
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
A dominância chinesa na mineração de bitcoin pode estar com os dias contados, já que o país está suspendendo o fornecimento de energia para essas empresas (Imagem: Freepik/starline)

A taxa de hashes — o total de poder computacional utilizado na mineração da criptomoeda (BTC) — da rede Bitcoin caiu quase 50% em um mês.

De cerca de 168 mil petahashes por segundo (PH/s), registrados em 15 de maio, a taxa de hashes do Bitcoin caiu, hoje (23), para quase 86 mil PH/s, segundo dados compilados pelo The Block.

(Imagem: The Block Research, BTC.com)

A taxa de hashes caiu significativamente após o governo da China ter agido para interromper atividades de mineração de bitcoin em algumas regiões, incluindo Xinjiang e Sichuan.

A estimativa, de ambas as regiões, era de 50 exahashes por segundo (EH/s), ou cerca de 30%, da taxa de hashes total do Bitcoin.

A China tomou medidas drásticas para reduzir seu impacto pela emissão de carbono no meio ambiente.

Em abril de 2020, cerca de 65% da mineração de bitcoin mundial acontecia na na China, segundo o Índice de Consumo Elétrico de Bitcoin de Cambridge (CBECI). Porém, essa dominância diminuiu.

Na época, participantes do mercado disseram que a China possuía menos de 50% de participação na taxa de hashes do bitcoin.

Com a mais recente repressão, essa dominância caiu ainda mais. A queda no preço do bitcoin nas últimas semanas é outro grande fator da queda na taxa de hashes.

Segundo dados compilados pelo The Block, grande parte dos pools chineses de mineração passaram por uma queda na taxa de hashes de mais de 50% no último mês. AntPool e F2Pool, por exemplo, viram sua taxa de hashes cair para 58% e 56%, respectivamente.

Variação da taxa de hashes por pool desde o dia 15 de maio (Imagem: The Block Research, BTC.com)

Foundry USA, por outro lado, viu a mesma taxa de hashes aumentar em 15% durante o mesmo período. Foundry USA é a subsidiária de mineração do Digital Currency Group (DCG), que lançou seu pool em março deste ano.

Na semana passada, Barry Silvert, fundador e CEO do DCG, tuitou que o pool da Foundry foi lançado “no momento perfeito” e sugeriu que, em breve, poderia se tornar um dos cinco principais pools de mineração de bitcoin do mundo. Neste momento, a Foundry está em quinto lugar.

Além dos EUA, o Cazaquistão, a Rússia e a Geórgia (Europa) parecem ser destinos atrativos para mineradores chineses de bitcoin.

Esta semana, a chinesa BIT Mining, anteriormente conhecida como 500.com, já enviou alguns de seus equipamentos de mineração de bitcoin ao Cazaquistão. A empresa pretende enviar mais máquinas ao país no mês de julho.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 23/06/2021 - 11:08

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