Acompanhe o Ibovespa e os mercados em Tempo Real. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)
RESUMO: Mesmo sem a referência de Nova York, o mercado local seguiu agitado com as expectativas sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
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O Ibovespa (IBOV) fechou em alta de 0,53%, aos 120.261,34 pontos.
O dólar à vista terminou o dia a R$ 5,4418, com alta de 0,14%. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana renovou a máxima do ano a R$ 5,48 de olho nos juros.
Os riscos fiscais continuam movimentando o Ibovespa, ainda com o rescaldo da véspera. Ontem (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o BC e a postura do presidente da instituição, Roberto Campos Neto.
No cenário corporativo, Magda Chambriard assumiu oficialmente o cargo de CEO da Petrobras(PETR3; PETR4) e Weg (WEGE3) avançou mais de 2% com revisões positivas do Itaú BBA e Santander.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (19) em tempo real
Ao vivo
20h40
Bolsa para cima, dólar para baixo? O que esperar do Ibovespa após Banco Central frear corte de juros
E cumprindo a expectativa do mercado, o Banco Centralfreou a alta dos juros em 10,50%, após sete quedas consecutivas. A grande dúvida, porém, era em relação ao racha no comitê. Isso porque na última reunião, de maio, os diretores indicados pelo presidente Lulavotaram pelo corte de 0,5 ponto percentual, enquanto o restante optou por uma tesourada menor, de 0,25, o que acendeu alerta para esta reunião. Os analistas temiam por uma perda de credibilidade da instituição.
Dessa vez, porém, a conversa foi diferente. Houve unanimidade, o que poderá ser um respiro para o combalido Ibovespa, que despenca 10% no ano, e para o dólar, que está quase chegando aos R$ 5,5.
‘Não há justificativa para manter Selic em 10,50%’, diz presidente do PT; Lula já não era a favor
A manutenção da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quinta-feira (19) não agradou Gleisi Hoffmann. Em publicação no X (antigo Twitter), a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) disse que “não há justificativa técnica, econômica e muito menos moral para manter a taxa básica de juros em 10,5%”.
Ontem (18), antes da decisão, o presidente Lula já criticava o patamar elevado dos juros. Em entrevista à rádio CBN, ele destacou que a atual Selic está muito alta, a ponto de atrapalhar o investimento no setor produtivo, e que é preciso baixar os juros a um patamar compatível com a inflação.
A executiva assume o cargo com amplo apoio do Palácio do Planalto e com a missão de melhorar a articulação política, que, inclusive, faltou (e levou) a saída de Prates. Na cerimônia, além de deixar claro que irá cumprir o plano estratégico da companhia, Chambriard disse que a empresa investirá em indústria naval, energia renovável e gás e nas refinarias, respeitando a saúde financeira da empresa,algo não muito diferente do que já havia falado durante sua primeira coletiva.
BRFS3, JBSS3 ou MRFG3: Itaú BBA vê ganho maior para uma ação caso medidas antidumping da China se confirmem
A BRF (BRFS3) deve ser a principal beneficiária caso as medidas de antidumping pela China aos países da União Europeia se confirmem, segundo o Itaú BBA.
Isso porque, de acordo como banco, a empresa possui exposição significativa à carne suína e ainda pode registrar efeitos positivos indiretos nas exportações de frango.
“A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, ampliação da desancoragem das expectativas de inflação e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária”, avaliam os diretores.
Indústria classifica decisão do Copom como ‘excessivamente conservadora’
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a manutenção da Selic a 10,5% ao ano, classificando a decisão anunciada pelo Copom nesta quarta-feira (19) como o “inadequada e excessivamente conservadora”.
Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a decisão só irá impor restrições adicionais à atividade econômica, com reflexos negativos sobre o emprego e a renda, sem que, segundo ele, o quadro inflacionário exija tamanho sacrifício.
Vale (VALE3) mantém projeções de produção e venda de cobre após incêndio
A Vale (VALE3) disse nesta quarta-feira (19) que não identificou elementos que impliquem alteração de seu guidance de produção de cobre para 2024 e que não há previsão de impacto nas vendas de cobre no segundo trimestre.
O guidance para a produção de cobre segue em 320-355 kt e as usinas de Salobo 1 e 2 continuam operando normalmente, de acordo com a empresa, que ressaltou que as informações foram obtidas em caráter preliminar.
Selic a 10,50%: Campos Neto e Galípolo ‘apertam as mãos’ e interrompem ciclo de cortes do Copom
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic no patamar de 10,50% ao ano foi unânime. Campos Netoe Gabriel Galípolo votaram na manutenção dos juros, acompanhados por Ailton Santos, Carolina Barros, Diogo Guillen, Otávio Damaso, Paulo Picchetti, Renato Gomes e Rodrigo Teixeira.
“O Comitê, unanimemente, optou por interromper o ciclo de queda de juros, destacando que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas demandam maior cautela. Ressalta, ademais, que a política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em patamar que consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, diz.
Copom: Roberto Campos Neto (presidente), Ailton Santos, Carolina Barros, Diogo Guillen, Gabriel Galípolo, Otávio Damaso, Paulo Picchetti, Renato Gomes e Rodrigo Teixeira votaram pela manutenção da Selic
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18h47
Copom: A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, ampliação da desancoragem das expectativas de inflação e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária
18h46
Copom: O Comitê, unanimemente, optou por interromper o ciclo de queda de juros, destacando que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas demandam maior cautela
18h46
Petrobras (PETR4) diz que FPSO Maria Quitéria deve começar operação no 3º trimestre
A Petrobras (PETR4) informou nesta quarta-feira (19) que o FPSO Maria Quitéria está em navegação rumo ao Brasil.
O navio-plataforma partiu da China em maio e sua chegada na locação deve ocorrer no terceiro trimestre deste ano, adiantando assim o cronograma presente no PE 24-28, que era de entrada em operação em 2025.
Copom: A política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em patamar que consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas
18h45
Rendimentos de até 26%: As ações que pagam dividendos maiores que Selic a 10,50%
O Banco Central bateu o martelo e manteve a Selic, a taxa básica de juros, a 10,50%, após sete cortes consecutivos. E se a bolsa pode não ser o melhor cenário em um ambiente de taxas altas, algumas ações continuam pagando rendimentos que superam os juros.
Copom: Em cenário alternativo, no qual a taxa Selic é mantida constante ao longo do horizonte relevante, as projeções de inflação situam-se em 4,0% para 2024 e 3,1% para 2025
18h42
Selic a 10,50%: Quanto rende R$ 1 mil por mês na poupança, Tesouro Direto, LCI e CDB
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (19) a quarta decisão do ano sobre a taxa Selic. O colegiado do Banco Central decidiu pela manutenção dos juros no patamar em que está, de 10,50% ao ano. Esta é a primeira vez que não há cortes desde o início do afrouxamento monetário, em agosto do ano passado.
Diante da depreciação do câmbio, das expectativas de uma inflação desancorada e da deterioração do sentimento da política fiscal, os membros do Copom optaram pela cautela na condução da política monetária no país.
Com isso, o Banco Central interrompeu o ciclo de flexibilização da política monetária, iniciado em agosto de 2023. No afrouxamento, houve uma redução de 0,25 ponto porcentual (p.p.) e outras seis de 0,50 p.p.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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